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Apresentação

É com muita honra que fui convidado para apresentar o livro Soldados que Vieram de Longe, de autoria do Tenente R/2 de Artilharia Israel Blajberg, dirigente e exemplar acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da qual, por merecimento é o seu 3º Vice Presidente e seu Delegado na Delegacia Marechal João Baptista de Mattos no Rio de Janeiro, homenagem ao historiador dos monumentos brasileiros. Obra editada em parceria da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) com a Federação Israelita do Rio de Janeiro. Em 1944/1945 o Brasil enviou à Itália a Força Expedicionária Brasileira para dar a sua contribuição ao esforço de guerra aliado para defender a Democracia e a Liberdade Mundial, seriamente ameaçadas pelo Nazismo e o Fascismo que se espalharam ameaçadores sobre extensas áreas da Europa, Ásia e África, na idéia de dominar o mundo, inclusive o Brasil, em especial o Sul por possuir colônias alemãs e italianas em expansão. E nesta luta dos Aliados, no Brasil se incorporaram as Forças Armadas do Brasil em defesa da Democracia e da Liberdade Mundial 42 homens de origem judaica, dos quais 29 do Exército, e dentre eles oficiais R/2, formados como Israel também nos CPORs, do que é muito orgulhoso desta formação, a integrar, na sua expressão, a Reserva Aténta e Forte, cuja memória pesquisa, preserva, cultiva e divulga de forma comovente, não deixando que sejam esquecidos na mídia castrense, participando dos eventos históricos do Exército, em especial na cidade do Rio de Janeiro, registrando os mesmos pela Internet acompanhados de fotos expressivas. Da Marinha Mercante registra 5 participantes, assuntos que abordamos em conjunto com as demais forças em nossa plaqueta As Forças Armadas do Brasil e sua Marinha Mercante na 2ª Guerra Mundial, em duas edições em 1995 e 2000, prefaciadas por dois acadêmicos eméritos da AHIMTB, General Plínio Pitaluga e Vet FEB José Conrado de Souza, heróis da FEB na guerra e na paz, por na paz liderarem expressiva parcela de veteranos em defesa de seus interesses. Registra 3 descendentes de judeus na Força Aérea, força esta cuja atuação evocamos na citada plaqueta. Sem dúvida, além da importante participação de descendentes de judeus filhos de imigrantes vindos de Marrocos, Rússia, Polônia, etc, eles corriam além do risco de perecer em combaté, o de serem capturados pelos alemães e executados sumariamente, ou do envio para campos de extermínio, como ocorreu com milhares de soldados judeus combaténdo nos exércitos da Rússia e Polônia, aumentando o expressivo número de milhares de judeus sacrificados barbaramente nos crematórios e câmaras de gás, no evento sem igual da barbárie humana que passou à História como Holocausto. E Israel dá visibilidade a estes soldados brasileiros e os coloca em merecido alto relevo entre os bravos brasileiros de várias origens étnicas que integraram a luta contra o nazismo. Providência que tomamos em relação aos sargentos brasileiros do Exército mortos na campanha da FEB em pesquisa solicitada pela Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos em Cruz Alta – RS e ESA em Três Corações - MG que intitulamos: Os 68 Sargentos Heróis da FEB Mortos em Operações de Guerra na Força Expedicionária Brasileira. Bravos que segundo Péricles, estratégo e dirigente grego no século V, A.C., que levou o seu nome, assim também os considero. “Aquele que morre por sua Pátria serve-a mais em um só dia que os demais em toda a sua vida”. Lamentavelmente não tivemos um patrocinador para dar uma mais profunda e justa divulgação impressa desses bravos, somente o fazendo com cópias digitadas com apoio do então Diretor do Centro de Recuperação do Exército Cel Médico QEMA Flávio Arruda Alves. Através do ilustre e falecido casal Egon e Frida Wolf nossos confrades no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, conhecemos através de seus numerosos livros detalhes da colônia judaica no Brasil sobre a qual escreviam. E muito deles, seus convidados conhecemos nas Bodas de Ouro do casal no Hotel Glória no Rio. E com o Acadêmico Arnaldo Niskier juntos estivemos numa mudança de guarda no Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial em 1984, onde representamos o Exército e ele como secretário de Educação do Rio de Janeiro. E ali por certo recordou a participação dos 42 descendentes de Judeus e em especial, os que ali jaziam e que este livro de Israel Blajberg faz justiça na voz da História. Em 1977 estivemos numa sinagoga em São Paulo, como representante do Gen Ex Dilermando Monteiro comandante do atual Comando Militar do Sudeste e ali sentimos a dimensão do Holocausto nas exposições em filmes daquela tragédia humana, incluindo depoimento de sobreviventes do Holocausto. Exposição em filmes e fotos que foi possível graças a esta histórica decisão do General Eisenhower, comandante dos Aliados no Dia D da invasão na Normandia e depois presidente dos Estados Unidos. Ele ordenou que fossem levados para visitar os campos de extermínio todos os moradores de áreas vizinhas para testemunhar o que eles apresentavam e documentar com fotos e filmes aquela barbárie nazista para prevenir que no futuro alguém se apresentasse negando a existência do Holocausto. Conhecíamos a projeção de Osvaldo Aranha na criação do Estado de Israel por sua atuação neste sentido na ONU, mas desconhecíamos que ele era muito reverenciado pela Colônia Judaica do Rio de Janeiro. E então a pedido de Israel lhe fornecemos alguns subsídios que ele abordou em homenagem ao ilustre brasileiro que estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro e integrou o Esquadrão de Cavalaria de seus alunos. Mais tarde foi o líder militar civil na Revolução de 1926, participando do combaté de Seival próximo a Lavras do Sul onde foi atingido por um tiro de fuzil no calcanhar que provocou intensa hemorragia quase o levando a morte. Foi um dos principais articuladores da Revolução de 30 e o primeiro a defender a memória do General Bento Manoel Ribeiro injustamente condenado popularmente, o que foi agravado recentemente por seu linchamento moral injusto pela novela A casa das sete mulheres. Em realidade Bento Manuel foi o maior general farrapo e para o lado que pendesse levava a vitória. E acompanhamos a interpretação deste grande brasileiro em nosso livro O Exército farrapo e seus chefes, BIBLIEx, 1992, com apoio em fontes históricas confiáveis sobrepujadas pela vitória do mito popular consagrado. Osvaldo Aranha teve um de seus filhos integrando como soldado a FEB, em defesa da Liberdade e Democracia. Israel Blajberg orgulhoso de pertencer a Reserva Aténta e Forte do Exército, enfatiza que dos tenentes que integraram a FEB, a metade era constituída de oficiais oriundos do CPORs e que constituíram a metade dos tenentes mortos em ação na FEB. Por oportuno o primeiro comandante que tivemos no Exército ao ingressarmos em 1950, como soldado na 3ª Companhia de Comunicações em Pelotas foi o Tenente Isaac Clerman que era muito apreciado por todos e formado pelo CPOR/PA. Israel Blajberg dá especial aténção e muito justo destaque na elaboração dos perfis dos 42 brasileiros descendentes de judeus , ao oficial brasileiro filho de judeus, a mãe descendente de imigrantes e o pai convertido ao judaísmo,o Marechal Waldemar Levy Cardoso, último Marechal e detentor do Bastão de Comando da FEB. Como Tenente Coronel comandou um Regimento de Artilharia da FEB. E deste modo ele inicia a sua exposição apresentando os feitos dos combaténtes descendentes de judeus da FEB que se destacaram na carreira das Armas, das artes, letras, etc. E o Marechal Levy Cardoso deu seu incentivo poderoso ao autor conforme carta que lhe escreveu que figura em destaque no livro. Resende, a cidade dos Cadetes, 25 de agosto de 2008, Dia do Soldado.

Cel Cláudio Moreira Bento Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul

Prefácio

Cel Germano Seidl Vidal (ao centro) em Sessão da AHIMTB no Forte de Copacabana, confratérnizando com General Moreira e Marechal Levy Cardoso, na posse como Acadêmico do Cel Roberto Mascarenhas de Moraes, na Cadeira que tem por Patrono seu avô o Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes A obra do prezado amigo, escritor e companheiro, o Engenheiro Israel Blajberg, acadêmico do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, graças ao excelente desempenho que vem dando curso no seu novo meio acadêmico - a Academia de História Militar Terrestre do Brasil, apresenta um quadro geral e minuciosamente pesquisado da participação dos brasileiros de origem judaica no teatro de operações da II Guerra Mundial. Israel Blajberg mantém até hoje os laços que adquiriu ao servir no CPOR/RJ ainda jovem e em fase de formação profissional, de onde saiu como oficial R/2, e com uma incansável atuação acadêmica e de estudos sociais, culturais e militares. Suas pesquisas desenvolvidas, os estudos e levantamentos sobre a participação dos brasileiros judeus na II Guerra Mundial e sua atividade como pacifista, credenciam-no e fazem quase que obrigatória a leitura desta obra. Os judeus brasileiros que foram convocados e partiram junto à Força Expedicionária Brasileira – FEB, para a Itália, como qualquer outro brasileiro que lá estava, lutaram na defesa da democracia e da liberdade, paz e harmonia entre os povos e contra o nazi-fascismo. Quando partiram em 1944 ainda não sabiam que seria criado o Estado de Israel, quando o Brasil teve uma ação fundamental para o reconhecimento internacional na ONU, a partir de uma atitude diplomática de um brasileiro, numa sessão da ONU em 29 de maio de 1947, presidida pelo Sr. Oswaldo Aranha, e que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. Foram 42 heróis judeus brasileiros, jovens e cheios de esperança que lutaram e voltaram ao Brasil vivos após terem cumprido a missão cívica e heróica de defender a pátria, tornando-se mais tarde bem sucedidos nas suas diversas áreas de atuação. Fato inusitado foi desses brasileiros de várias origens terem omitido expressamente suas segundas identidades lastreadas em padrões religiosos. Basta lembrar que antes tiveram a participação declinando sua integração na comunidade judaica ainda sujeita às regras de vida comunitária de suas origens. Vale apontar que o soldado judeu, como todos que participaram dos 239 dias lutando no “front” italiano estavam sujeitos aos riscos do genocídio, condenados pelo mesmo ato. Apesar desse ônus duplo não esmoreceram na sua atuação como qualquer outro incorporado como soldado brasileiro. Os 42 soldados integrantes da 1ª Divisão de Infantaria, lutaram sob comando exemplar do Mal. Mascarenhas de Moraes. Talvez tenha sido fraca a divulgação deste fato! Foram todos heróis nacionais que suplantaram todos os riscos envolvidos e mereceram distinções. Levou-se 62 anos para serem reconhecidos nominalmente. Vale lembrar que o mundo de hoje está sob permanente conflito por razões raciais, provocados pela intifada, o esfacelamento da URSS e lutas regionais tratadas com participação ou não de organismos garantidores da paz. Isto vem à conta da existência de comunidades rebeldes a sua integração ou subordinação ao poder local. Na verdade, tais fatos decorrem de muitos anos de convivência violenta bem característica dos respectivos povos. No Brasil, tal fato não ocorreu a despeito de uma total incompatibilidade entre o regime ditatorial de Vargas e a expectativa da nossa gente de viver em uma sociedade livre e democrática, servindo como exemplo o propósito das forças aliadas em colaborar para a unidade nacional. Agradeço ao amigo Israel por nos dar grandes informações sobre mais esta etapa na formação de um Brasil de paz, junto com os nossos irmãos judeus brasileiros, contribuindo para a história e para a cultura militar. Germano Seidl Vidal Escritor e Historiador Participou como expedicionário Comandante de Linha de Fogo da 2ª Batéria de Obuses do 4º Grupo de Artilharia da FEB na II GM, atual Grupo Montese 2º Tenente em 15 de maio de 1944 designado Comandante da Linha de Fogo da 2ª Batéria do então I Grupo do 1º Regimento de Artilharia Pesada Curta (Grupo Escola) - I/1º RAPC (GE), função na qual permaneceu durante toda a Campanha da Itália, somente sendo desligado dessa função quando transferido, por necessidade do serviço, já no Brasil, em 10 de janeiro de 1946. Corpo Permanente da ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA 68/72 MONTOR - Montreal Organização Industrial e Econômica S/A, em 72/73, Editor Técnico do Projeto MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA contratado pelo MME e IPEA e realizado, durante 30 meses, por 18 Grupos de Trabalho em seis das mais conceituadas empresas de consultoria - então capacitadas no mercado nacional para o “metier” - a fim de projetar o balanço energético do país, para todos os tipos e formas de energia, até o ano de 1985, num horizonte de planejamento de um decênio e meio.

Homenagem ao Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes no ano do seu 125° Aniversário de nascimento 13/nov/1883 - 17/set/1968 Herói Nacional e Ínclito Comandante da FEB – Força Expedicionária Brasileira, Desenho a bico de pena pelo General Augusto Fragoso

Introdução

Coronel Nilton Freixinho, Sócio-Titular do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e Contemporâneo de Oswaldo Aranha, tendo servido como Ajudante de Ordens do Ministro da Guerra Gen Eurico Gaspar Dutra. Coronel Freixinho usa da palavra dando o seu testemunho pessoal do relevante papel político de Oswaldo Aranha naqueles tempos difíceis. O Coronel é grande amigo da Comunidade. Em livros e artigos discorre frequentemente sobre a tematica judaica. Ao lado, Dr Jaime Gudel (E), Mentor da Loja Herut da B'nai Brith e o Sr Alberto Nasser (D), ex-presidente da CONIB – Confederação Israelita do Brasil Pede-me o Professor e Historiador Israel Blajberg para escrever algumas palavras à guisa de introdução à obra de sua autoria “Soldados que Vieram de Longe”, editada sob a égide da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, AHIMTB, com apoio da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, FJERJ. Ambos somos membros da AHIMTB, onde contribuímos para cultivar e preservar a memória dos feitos da construção da nacionalidade, por séculos sucessivos. Sou testemunha de que, desde algum tempo o autor vem se empenhando para projetar e divulgar a atuação de brasileiros vinculados à herança e à fé judaica, que participaram dos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, século 20, seja como integrantes da Marinha Mercante, seja como militares vinculados às Forças Armadas do Brasil. Neste último aspecto, soldados brasileiros judeus participaram da guerra contra o 3° Reich em todas as frentes: na defesa do litoral brasileiro; na campanha anti-submarino e de proteção a comboios no Atlântico Sul; e no Teatro de Operações Europeu, integrando a Força Expedicionária do Brasil, a FEB. O expressivo título escolhido - “Soldados que Vieram de Longe” - de um lado, revela o estofo de historiador de Israel Blajberg, e por outro lado, denota a natureza do combaténte brasileiro judeu, cujos antepassados, historicamente, sempre estiveram afeitos à luta armada. No meu entender, o título da obra por si só dispensa qualquer tentativa de avaliar a propriedade e a importância da homenagem prestada aos brasileiros judeus que participaram da luta contra o 3º Reich germânico. Vieram de “longe” não no sentido “geográfico”, mas sim na acepção de “tempo histórico” de “permanência”, por séculos a fio, na história dramática do povo judeu. A obra, em síntese, registra nominalmente os mencionados brasileiros judeus - cerca de meia centena - especificando para cada um a área de atuação profissional e a hierarquia à época do conflito internacional e ao término da carreira militar. Por fim, apresenta o esboço biográfico de vários deles. Torna-se necessário mencionar que a vinculação de herança e de fé religiosa dos jovens militares brasileiros judeus, confere à participação dos mesmos na Segunda Guerra Mundial, conotação especial ao considerarmos a justa reação às inomináveis atrocidades cometidas pelas hordas nazistas contra a comunidade judaica residente nos países que foram ocupados, na Europa, pelo 3º Reich. No fundo, aqueles jovens militares lutaram por uma causa que insere motivação complementar aos naturais asseios de patriotismo. Não há de se negar a valiosa e oportuna contribuição de Israel Blajberg, como historiador, ao registrar acontecimentos que marcaram a Segunda Guerra Mundial, no contexto da participação do Brasil, ao lado das nações democráticas.

Cel. Nilton Freixinho Sócio Emérito da AHIMTB e do IGHMB


 
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